Arquivo da categoria ‘Trilhas do Senhor’

As três peneiras

Publicado: 27/07/2011 em Trilhas do Senhor

Verdade, Bondade e Necessidade

Alguém tentou narrar um acontecimento a Sócrates, porem antes que iniciasse a narrativa o filósofo indagou:

            – O que vai me dizer já passou pelas três peneiras?

            – Três peneiras? O que é isso?

            – Sim, três peneiras. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me falar é um fato? Caso não seja, a coisa deve morrer com você memo

. Mas suponhamos que seja verdade.

            Sendo verdade, deve ser coada pela segunda peneira: a BONDADE. O que vai me dizer é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir? Edifica a boa fama de alguém ou destrói? Se o que você quer me falar passar por essa peneira, deve ir para a próxima: a da NECESSIDADE.

            Se for verdade e bom, para dizer aos outros deve haver uma necessidade para tal. Então indague: Convém dizer? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Ajuda um povo? E, arremata o amigo da sabedoria:

            – Se passar pelas três peneiras, diga! Eu, você e alguém mais seremos beneficiados. Caso contrário, esqueça, enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar ao mundo e levar discórdia entre irmãos.

Paula

Coordenadora do GOED

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A cerca

Publicado: 08/06/2011 em Trilhas do Senhor

Havia um menino que tinha um temperamento difícil. Então seu pai deu-lhe um saco de pregos e disse-lhe para pregar um prego na cerca dos fundos da casa, toda vez que perdesse a paciência.

E, já no primeiro dia, o garoto pregou 37 pregos.

A partir desse dia, a impaciência do menino foi diminuindo gradualmente. Ele descobriu que era mais fácil conter o seu temperamento do que bater pregos na cerca.

Finalmente, chegou o dia em que o menino não perdeu mais a paciência.

Sabendo disso, seu pai lhe sugeriu que tirasse um prego da cerca cada dia que ele conseguisse conter o seu temperamento.

Os dias foram passando e o menino pode, enfim contar a seus pais que não havia mais pregos na cerca. O pai pegou o filho pela mão, levou até a cerca e disse:

– Você fez bem, meu filho, mas veja os buracos na cerca. Ela nunca mais será a

a mesma. Quando você fala coisas com ódio, elas machucam e deixam cicatrizes.

Você pode enfiar uma faca em um homem e retirá-la. Não importa quantas vezes você diz que sente muito, a ferida continuará lá.

Uma ferida verbal é tão ruim quanto uma física. Isso vale para todos, inclusive nossos amigos.

Amigos são jóias raras. Afinal, eles nos fazem sorrir, nos encorajam para segui em frente, nos dão ouvidos, nos consolam e sempre  dispostos a abrir o coração para nós.

Mostre aos seus amigos o quanto você se importa com eles, e quanto eles são importante pra você.

Paula

Coordenadora GOED

As três árvores…

Publicado: 10/03/2011 em Trilhas do Senhor

  

     As três árvores…

 

 

Há coisas que acontecem na natureza que parece acaso, mas sempre podemos tirar boas lições delas. O destino de algumas árvores, por exemplo. 

     Havia três arores que sonhavam com o seu destino após serem cortadas e levadas da floresta. Todas queriam ter destaque, queriam ter sucesso. Uma delas, olhando para o céu, viu as estrelas e disse:

– Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Faria de tudo para isso acontecer.

     A segunda árvore olhou para o riacho que corria perto e ate podia sentir com suas raízes.

– Eu quero ser um grande navio. Quero transportar reis e rainhas nas suas demoradas viagens – disse.

Por fim, a terceira se manifestou.

– Quero ser uma torre no alto da montanha. Quero crescer tanto que as pessoas, ao me verem, levantem os olhos e pensem em Deus.

     Alguns anos se passaram, a vida continuava normal e as árvores sempre pensando no futuro que as aguardava. Certo dia, vieram alguns lenhadores e cortaram as três árvores ao mesmo tempo.

– Chegou a hora, pensaram. – Hoje realizarei meu sonho, me transformarei no mais importante objeto. Mas lenhadores e árvores não falam a mesma língua. Não podem se entender. Por isso, não havia como saber qual era o sonho de cada uma delas.

     A primeira árvore acabou se transformando num coxo de animais, coberto de feno.

     A segunda virou um pequeno e simples barco de pesca, para carregar pescadores e peixes todos os dias.

     A terceira foi cortada e deixada de lado num depósito à espera de um uso futuro.

Com grande frustração, as três começaram a desabar:

– Como isso foi acontecer? Eu não sou nada, sou um lixo, muito simples, sem utilidade.

     Dias depois, numa noite mais iluminada que de costume, com um ar de paz e alegria, com muitas estrelas e uma melodia serena, uma jovem mulher pôs seu bebê recém nascido no coxo cheio de feno. O maior tesouro do mundo estava depositado na simplicidade de um coxo.

     A Segunda, depois de anos levando pescadores pelo mar, acabou transportando um homem que usou o barco para realizar uma série de milagres, que andou sobre as águas para alcançá-los.

     A terceira árvore já havia esquecido seu sonho. Tantos anos abandonada, não tinha mais esperança. Mas num dia vieram uns soldados e a levaram para cima de um monte. Ela estranhou a forma como foi pregada, uma cruz, mas esperou pra ver o que aconteceria. Trouxeram um homem muito machucado, que mal conseguia andar, e o pregaram na cruz.

     Soube que era um inocente condenado à morte injustamente, condenado pela ganância, pela incompreensão e pela dureza de coração. Sentiu-se mal; como podia ser usada para condenar um inocente?

     Mas três dias depois sentiu uma grande alegria e realização. Soube que havia servido como trono para o salvador da humanidade e que sempre seria lembrada como símbolo da salvação. Cada vez que alguém olha para ela sente a presença de Deus.

(autor desconhecido)

     Reflita um pouco sobre isso.

Deus nos abençoe.

Paula/Coordenadora  E.D.

 

A Cadeira vazia

Publicado: 21/01/2011 em Trilhas do Senhor

A Cadeira vazia

Numa pequena cidade do interior, o pároco visitava semanalmente os doentes do hospital local. Foi prontamente para atender o pedido de um homem que o chamou no meio da noite para rezar com ele.

Quando o sacerdote chegou, encontrou o enfermo na cama, com a cabeça apoiada num par de almofadas. Ao lado dele, uma cadeira, que o padre logo pensou estar ali para quando ele chegasse para rezar. Suponho que estava me esperando disse o sacerdote! Espantado, o homem respondeu:

_ Não, quem é você?

_ Sou o sacerdote que sua filha chamou para rezar com você. Quando cheguei e vi a cadeira ao lado da cama achei que era pra mim…

_ Ah, sim, a cadeira _ exclamou o homem! Entre e feche a porta.

Ao fechar a porta e sentar-se ao lado cama, o sacerdote começou ouvir o pobre doente.

_ Esta é a primeira vez que falo com alguém sobre isso, mais é que na verdade nunca aprendi a rezar. Passei a minha vida toda sem saber o que é oração. Nunca me ensinaram a rezar e eu também nunca me preocupei em aprender. Pensava que Deus estava muito distante de mim, e nunca dei muita importância de conversar com Ele. Até que um dia um amigo me disse que rezar era muito simples e faria muito bem pra mim. Que minha vida se transformaria por completo. Então ele me ensinou. Disse para me sentar em frente a uma cadeira vazia e imaginar que Jesus estaria sentado ali. O próprio Jesus disse que estaria sempre ao nosso lado, podemos então conversar com ele sobre todas as coisas que desejar. Contar seus problemas, pedir conselhos, abrir plenamente seu coração como um grande amigo. Tentei uma vez e gostei muito do resultado. Desde aquele dia, tenho conversado com Jesus diariamente. Só tomo cuidado para que minha filha não veja, para não pensar que estou ficando louco.

Muito emocionado, o padre respondeu aquela demonstração de fé dizendo que o que fazia era muito bom e deveria manter o hábito. Rezou com ele por alguns minutos e logo foi embora.

Dois dias depois, a filha comunicou ao padre que o seu pai havia falecido. Na certeza de que o homem teria falecido em paz, perguntou como foram seus últimos momentos de vida. A filha respondeu: Quando eu estava pra sair, ele me chamou ao seu quarto e disse que me amava muito e me deu um beijo. Quando voltei do trabalho, algumas horas depois ele faleceu. Só há uma coisa estranha na sua morte. Antes de morrer, ele chegou bem perto da cadeira que estava sempre ao lado de sua cama e encostou a cabeça nela. Eu o encontrei debruçado sobre a cadeira. Porque será isso?

O padre, profundamente comovido enxugou as lagrimas e disse: Ele partiu nos braços de seu melhor amigo

Há momentos em que somente a fé nos consola. A oração é o meio que temos para encontrar Deus e nos comunicarmos com Ele. Numa doença ou quando enfrentamos algum problema, a oração é a nossa força, Deus é o nosso auxílio. Jesus é o nosso melhor amigo. Jesus é o nosso melhor amigo, Ele esta sempre ao nosso lado. Não é através das orações prontas. Podemos orar com a vida, com os sentimentos, com nosso jeito simples e sincero. É só manifestar o nosso amor por Jesus. A parábola nos abre também muitas perspectivas para pensar sobre o sentido da morte. Jesus nos carrega em seus braços para a vida eterna. A morte não é o fim. Ressuscitamos com Cristo para nova etapa da vida.

Paula / Coordenadora GOED

 


CÂNTICOS DE NATAL NA CHINA

Em um programa de Natal organizado na Universidade de Nanquim foi apresentado “Noite Feliz” ou “Noite de Paz” e ilustrado com slides coloridos feitos por um artista chinês. Quando chegamos, a Capela estava tão cheia de crianças, senhoras com bebês e mendigos que quase não havia lugar para os estudantes. Comecei a murmurar desapontada, pois todos tinham ouvido falar dos quadros e lá estavam, para vê-los.
Por que não podemos aqui na Universidade, na capital, fazer um programa de acordo com nossos planos, lindo e digno?” perguntei.
As luzes se apagaram. Os quadros mostraram como a cântico foi escrito. Então foi projetada na tela a letra do hino “Tudo é Paz”. As estrofes uma por uma em grandes caracteres chineses – e ao lado da estrofe escrita uma figura colorida ilustrando-a. Como uma grande onda, o auditório se levantou e cantou. Os estudantes, com suas boas vozes, uniram-se às nossas em um grande coro. As crianças aclamavam. O cântico estava barulhento demais para “Noite de Paz”. Mas não podíamos evitá-lo. Não podíamos parar.

Cantamos outra vez o hino todo. Era como um dique quando se rompe, e as águas se precipitam com impetuosidade sempre crescente para a liberdade. Deste modo foram os cânticos de Natal naquele ano. No fim do trabalho eu estava queimada de vergonha por ter desejado que os mendigos e crianças não tivessem vindo, e disse a mim mesma: “Que seria se eles não tivessem vindo?”

Deus nos abençoe.

Paula

Coordenadora  E.D.

 

Fonte: http://www.jesusvoltara.com.br/natal/historias.htm

Acesso em 23/11/2010

 

Ousadia para mudar…

Publicado: 22/10/2010 em Trilhas do Senhor

Nas trilhas do Senhor

 

 

 

O medo realmente nos impede de realizar muitas coisas. Ele nos aprisiona. Somente com coragem e ousadia podemos vencê-lo. Numa terra em guerra, na Idade Média, havia um rei que metia medo em todos os seus súditos e em seus rivais.

Sempre que fazia algum prisioneiro, não o matava de imediato, mas levava-o a uma sala para aterrorizá-lo primeiro.

Nesta sala havia um grupo de arqueiros de um lado e uma grande porta de bronze do outro. Essa porta era toda marcada com imagens de caveiras, ossos, marcas de sangue… uma visão de causar medo em qualquer um.

Com um grupo de prisioneiros na sala, o rei então lançava a sentença:

– Vocês têm duas opções, podem escolher morrer pelas flechas dos arqueiros, ou passar por aquela porta e serem trancados lá para sempre.

Em anos, não houve um homem sequer que escolheu a porta.

Ninguém quis arriscar, ninguém ousou optar pelo desconhecido.

Todos preferiam morrer pelas flechas, que era doloroso, mas menos aterrorizante que a idéia de ficar trancado atrás daquela porta imensa de metal, agonizando por tempo indeterminado.

Tempos depois do fim da guerra, com os ânimos mais contidos, e sem prisioneiros para serem julgados, um dos soldados  resolveu perguntar ao rei o que havia atrás daquela porta assustadora.

– Vá e veja, respondeu o rei, para surpresa do soldado.

Lá se foi o curioso soldado. Entrou na sala, se aproximou da porta e tentou abri-la.

Apenas de imensa e de ser de metal, não era difícil ser aberta.

Lentamente foi se abrindo e uma luz começou a iluminar a sala. Era os raios do sol. Como podia?

Finalmente descobre que a porta aterrorizante era uma saída do castelo. Esta de frente para um bosque. A amedrontadora porta era o caminho para a liberdade.

Admirado, o soldado foi ao encontro do rei, que lhe disse:

– eu dava a eles a escolha, mas todos preferiram morrer a arriscar-se.

 

Para refletir

Quantas vezes deixamos de abrir uma porta por medo, por não querer arriscar! Muitas vezes optamos por uma vida medíocre por medo de enfrentar desafios, de ir além do conhecido, de abrir uma porta que nos assusta.

Para mudar, devemos ser ousados. Devemos arriscar. A prudência é uma virtude, mas não deve ser confundida com o medo, com a covardia. O mundo exige muito de nós, diariamente temos de fazer opções. Se não estamos preparados para isso, ou se temos medo do diferente, das aparências, morreremos a cada nova escolha.

 

Deus nos abençoe.

Paula Coordenadora  E.D.

 

 

O valor do tempo

Publicado: 20/07/2010 em Trilhas do Senhor

    “Tempo é dinheiro”. Já cansei de ouvir esta frase. Sempre pensei no seu significado. De fato, tempo é dinheiro, mas você já parou para pensar em quanto vale o seu tempo? O tempo sempre foi um problema para o pai de Lucas. Certo dia o menino, com uma voz tímida e olhar triste, pergunta para o pai:

– Papai, quanto o senhor ganha por hora?

– Por que você quer saber isso? Não é da sua conta, menino. Eu estou cansado, não venha me amolar com besteiras – respondeu o pai.

    Mas Lucas insistiu:

– Por favor, papai, diga quanto o senhor ganha por hora.

   Diante da insistência do filho, o pai resolveu encurtar o assunto e responder logo.

– Eu ganho seis reais por hora – disse sério.

    E Lucas continuou, para desespero do pai, que não queria continuar a conversa com o filho:

– O senhor pode me emprestar um real? – perguntou.

     O pai, nervoso e rude respondeu:

– Então esta era a razão de você querer saber quanto eu ganho por hora? Vá dormir e não me amole mais, estou muito cansado para ouvir besteira.

      Um tempo depois, tarde da noite, o pai sentiu remorso pela maneira como tratou Lucas. Talvez o garoto precisasse comprar algo para a escola, pensou. Querendo reconciliar-se com o filho, foi até o quarto de Lucas e disse sussurrando:

– Filho, acorda! Olha aqui o dinheiro que você me pediu.

– Muito obrigado, papai – disse Lucas. Levantou-se, abriu a gaveta ao lado da cama e retirou um monte de moedas. Com um brilho nos olhos, olhos para o seu pai e exclamou:

– Agora já completei! Já tenho seis reais, pode me dar uma hora do seu tempo?

      Quanto vale o meu tempo? Responder a esta pergunta é fundamental para nossa vida. Deveríamos aproveitar muito mais o tempo que temos. Sair com os amigos, dedicar algumas horas por dia para a esposa, marido, para brincar com os filhos. Dedicar alguma hora para sorrir, relaxar, voltar a ser criança. Alguma hora para nos isolarmos do mundo e mergulharmos no sabor da vida. O valor do nosso tempo é estipulado por nós mesmos.

     Há momentos na vida que dinheiro nenhum é capaz de pagar. E eles não custam nada, surgem espontaneamente. Vamos aproveitar melhor nosso tempo, valorizando as pessoas que amamos.   

 Deus nos abençoe.

Paula /Coordenadora  E.D.